15 meses

30.000 km rodados

1 carnaval em recife

muito peixe no pará

muito pife no cariri

muito boi no maranhão

muita ladeira em olinda

sol a beça na cabeça

2 pares de matracas

1 máquina de costura

1 mala de tecidos

uns quilinhos a menos

uma corzinha a mais

254 posts no livrocaminho

1 muiraquitã de belém

1 mini cazumbá de são luís

1 mini santo antonio do alto do moura

alguns bons e novos amigos espalhados por todos os lados

13 caixas despachadas de olinda…..

e um monte de trabalho pela frente.

 

estamos de volta em casa.

itacaré

itaparica

itamaracá

itatiaia

itapecerica

car view

a imagem grita

o mar seco sem fim

atura 500 anos de queimadas anuais

sob o sol colorido

paisagem de beira mar

o olhar explode

entre um e outro

estouro das ondas

na ponta do seixas, paraíba, leste extremo do brasil, ligamos o gps interno e sentimos os ventos da áfrica!

na ponta do brasil. mar aberto e colorido.

chegando em nova casa, em Olinda, a última grande mudança da viagem.

chegou hoje para a terra da pousada Aba da Serra a nossa vaquinha Jarina, que ganhamos de casamento de Maria do Socorro e Abraão!!!

um presente vivo! incrível! inusitado!

recebemos ela com muito carinho!

o dia que o benjamin encostou no infinito azul do mar

primeiro dia do benjamin na praia, bateu um soninho…

feliz sono no colo da mãe tão linda e inteira

começaram as despedidas de são luís. despedidas do norte extremo em que chegamos, paramos, e criamos novas raízes.

jajá partimos pr’outras terras. o movimento renova no coração a intensidade de estar vivo.

a saudade de sentir-se em casa e entre amigos  se sobrepõe à novidade da percepção de cada momento, lugar, pessoa.

o que chega perto entra e soma-se ao que somos.

do que se faz a vida?

uma pitada do centro-ensaio pb

30 anos de candomblé no maranhão

ouvindo as propagandas políticas em carros de som estridente que passam sucessivamente pelas ruas de são luís, um gringo disse achar que eram chamados pra festas e carnaval. (assim a imagem exterior brasil=carnaval se confirma também na política). ele achou bizarro quando entendeu do que se tratava. propostas políticas não estão em questão.

democracia?!?!? o que é isso???? – tantas são as questões omissas como essa.

no meio da sujeira e dos buracos da cidade, a festa continua. dia a dia.
(mas que festa histérica!)
os brasileiros são felizes e festeiros. – disse ainda o gringo.
a festa é o que nos resta.

 

ficamos mesmo muito juntinhos nas últimas semanas!

que gostoso!

com bocas de açaí

cumbucas

dupla ao acordar

no olho da mi

(foto original da camila trans-t-ornada por mim)

(tem um pontinho que é o Lincoln, outro que é a Camila!)

no dia
da virada
da vida

tem gente frágil na praça

fazendo  anos

entreamores

uma pausa no cotidiano.
quando o vento de dentro pára.
e tudo debulha.

em são luís 8 pessoas foram atropeladas na areia da praia. trágico. mas o pior: uma criança morreu.
e mais: depois disso a imprensa falava sempre de modo particular sobre o caso, em nenhum momento questionando o fato dos carros que transitam insanamente pelas praias todos os dias e periodicamente atropelam alguém.

midia -» senso comum = manutenção do sistema.

grande portal cai ao solo

e o tempo cria o tapete verde

sob o teto azul

casarão construído pra visita de dom pedro II, que nunca chegou…

Substantivo feminino, Substantivo masculino e Adjetivo

Diz-se de, ou pessoa que se desloca para exercer certa função: pregador itinerante.

Cultura itinerante, deslocamento das zonas de cultura (acompanhado muitas vezes de migração do hábitat), característico das regiões tropicais, onde o solo se exaure rapidamente.

Exposição itinerante, exposição que se realiza sucessivamente em vários lugares diferentes.

.

Rimas com itinerante

  • penetrante
  • saltitante
  • dissonante
  • palpitante
  • redundante
  • cintilante
  • arquejante
  • retumbante
  • incessante
  • repugnante
  • coruscante
  • caminhante
  • flamejante
  • comediante
  • degradante
  • humilhante
  • importante
  • suplicante

fonte: dicionário on line de português

o que te faz sentir-se em casa?

.

.

.

reverberações no facebook:

Silvia Badim o abrigo do coração e dos sentimentos verdadeiros compartilhados….

05 de agosto às 16:31

Kiara Terra o espelho do quarto

05 de agosto às 16:32

Thais Taverna o banho com sofá depois… depois de um dia de trabalho.

05 de agosto às 16:50

Juliana Cordaro qualquer lugar onde eu perceber que há a possibilidade de criar um vínculo afetivo entre mim e o espaço por meio de ações prazerosas. assim me sinto em casa.

05 de agosto às 16:57

Silvana Koreivo Fuster Minha cachorra Sofia cheirando meus sapatos…

05 de agosto às 17:09

Paula Lisboa tirar os sapatos e ouvir “eeee, mamãeee!!!”

05 de agosto às 18:23

Tânia Peixoto Os ventos uivantes do Cariri.

05 de agosto às 18:27

Anahí Asa cada palavra alimenta…

05 de agosto às 22:23

Filomena Chiarella Adorei te encontrar em casa

06 de agosto às 13:19

Anahí Asa algo do lado de fora lembra de um lugar dentro.

07 de agosto às 13:05


indo pro primeiro dia de aula

no inverno de sampa

no colo quente da mãe di

e o vento levou…

o divino segredo

festa do divino

casa fanti ashanti

“quem me vê tocando caixa

não pense que eu sou caixeira

só toco pra ajudar

as minhas companheiras”

festa do divino

casa fanti ashanti

dona maria do socorro santos feliz

casa fanti ashanti

sempre chegando em casa.
e de passagem.

momento de glamour no casarão caindo aos pedaços do centro velho, bem velho.

manhã feliz de sol na pousada

casarão chique-decadente de são luís

(tipiski maragnonski)

e não é tudo.

e precisa caber no carro.

indo para a alvorada

esta imagem contém: juçara

e o lincoln ja foi na frente

tem de tudo nessa festa.

pretexto: santo antonio

tema geral: pega-pega, rala-rala e derivados

vendo tudo lá de cima

alegria cmpartihada!

sala de recepção de expedito seleiro

dentre mil coisas, a máquina antiga de costurar couro. coisa linda.

junto com as queridas crianças da comunidade zaíla lavor

na estréia da peça na chapada do araripe

cantando nossa composição coletiva

música e alegria pra proteger a natureza

Casa Grande

os meninos arrumando a recepção da casa grande

festa no lameiro!

estão todos convidados!

indo para o alto da beira da chuva do lameiro

passeio no bairro

passeio no bairro

esta foto foi presente da Luanda

tirada em Alter do Chão

passou por um processo de transmutação

em tom de magia e festa

e riu-se

e coloriu-se

 

festa embalada pela cabaçal dos irmãos aniceto

fundos/fora/perto/paralelo

frente/lateral direita/mais além

lateral esquerda/horizonte meridional

frente/de lá pra cá

fundos/de lá pra cá/semi pb

fundos/aproximação normal

agora temos tempo para mexer nas imagens, nas memórias, nas emoções, na vida, no caminho.

no meio do caminho, um castelo sobe sobre o chão do sertão, rumo ao céu da imaginação….

Arievaldo Vianna

invade vento forte pela casa

entrando nas coisas,

nos cantos,

na gente.

vento vem do mar

ecoa

vem de todos os lados

.

ver o mar da janela

entreprédios

espremido

as ondas batendo

na beira

esbarra

o molhado subindo

na perna

da cidade

.

(a maré alta da lua cheia de março

maré mais alta

avança)

.

à noite, quando os gritos se calam,

dormem loucos e lúcidos,

e o vento lá fora

o vento sussurra

traz a cantiga

violenta

da dança das ondas

Uma exploração dos desertos de minha memória, e não tanto daqueles que me rodeavam ? Lévi-Strauss, Tristes trópicos

sobreposição de tempos na imagem

tempo movimento que se vê

no reflexo do dia a dia

sala da vó dona mocinha

raizes da família santos

o velho quinca (joaquim pedro dos santos)

e dona mocinha (firma menezes dos santos)

detalhes

da casa da vó

vista do monte naturalmente ornamentado

onde será a pousada Aba da Serra em São Joaquim do Monte

não entendo essa história de que o cachê do zeca pagodinho é 350.000 reais e o cachê de um grupo tradicional de coco é 3.000 reais.  menos de 1 centésimo do cara lá… e se não topar esse cachê, cai fora da programação.

e o que aparece na propaganda do carnaval pernambucano são os grupos tradicionais. são eles que fazem a real diferença do carnaval multicultural.

(conversas de quinta-feira)

mercado da boa vista

prontos pra abrir o carnaval 2010

ouricuri

vim do piauí

tava passando o cariri

resolvi parar aqui

na estrada sempre penso que existe um bom paralelo das máquinas-de-transporte, por assim dizer, com os seres do mar, em seus movimentos e personalidades.

os ônibus, seriam as grandes baleias…

os carros altos, que sempre correm quase voando, são os tubarões, bravos, famintos e auto-centrados.

nós, os pequenos carros de passeio, seríamos peixes e peixinhos, com pequenas variações de brilhos e cores, pouco frequentes no cotidiano das estradas, mas que formam grandes cardumes perto dos centros de dinheiro, cultura e calor. (no mato é sempre mais fresco).

as motos são os cavalos-marinhos flutuando no meio do oceano infinito.

já os caminhões, estes são uns seres pré-históricos que ainda sobrevivem por algum motivo misterioso, como as gigantes tartarugas marinhas. eles deveriam certamente ser substituídos pelos peixes-elétricos, mais silenciosos, velozes e eficientes, que parecem uma cobra metálica, espécie em extinção no Brasil.

aventura é a borboleta

atravessando a pista

sem usar a vista

    (são muitas!)

criança e canoa

na onda amazônica

parece que voa

Transcrição (literal, fiel mesmo) de duas questões de um trabalho de história encontrado numa folha de caderno que passou nosso caminho.

Muitas palavras chave, num jogo de idéias. Umas mais estruturadas outras mais “moles”, digamos assim. Vejam por si.

4 – Faça a leitura da parte “O futuro da Amazônia é o nosso futuro” e escreva o que você entendeu?

R – Que a Amazônia é a parte de água do mundo que se nós distroi-la, vai ter consequências nevastas para o país e o mundo, fazendo com que a água fique desbalanciada.

E esta, talvez de outra fonte: 

2 – Que modelo de desenvolvimento é mais apropriado para a Amazônia?

R – Um modelo de desenvolvimento sustentável, que tenha uma economia diversificada, assim como é diversificada a nossa cultura, e com uma ênfase naquilo que nos é particular, como por exemplo a exploração das nossas espécies de frutas, que são raras e que tem um fortíssimo apelo em termos de mercado: as nossas espécies de peixes e uma série de atividades que podem ser feitas a partir das especificidades da própria região.

no hostel  albergue da floresta

entre camaleões e bichos-preguiça, a maloca.

por lá toda casa tem uma maloca assim boa pra receber as visitas

dica: viajar com sua própria rede.

antes                                                                                                    depois

“faça as pazes com suas imperfeições e descubra sua beleza natural”

as criaturas estão secando…

 

trabalho de borracha da comunidade Maguari

de dentro da casa-ateliê, vê-se lá fora o vasto quintal de seringueiras

 

agosto 2017
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