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na estrada sempre penso que existe um bom paralelo das máquinas-de-transporte, por assim dizer, com os seres do mar, em seus movimentos e personalidades.

os ônibus, seriam as grandes baleias…

os carros altos, que sempre correm quase voando, são os tubarões, bravos, famintos e auto-centrados.

nós, os pequenos carros de passeio, seríamos peixes e peixinhos, com pequenas variações de brilhos e cores, pouco frequentes no cotidiano das estradas, mas que formam grandes cardumes perto dos centros de dinheiro, cultura e calor. (no mato é sempre mais fresco).

as motos são os cavalos-marinhos flutuando no meio do oceano infinito.

já os caminhões, estes são uns seres pré-históricos que ainda sobrevivem por algum motivo misterioso, como as gigantes tartarugas marinhas. eles deveriam certamente ser substituídos pelos peixes-elétricos, mais silenciosos, velozes e eficientes, que parecem uma cobra metálica, espécie em extinção no Brasil.

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aventura é a borboleta

atravessando a pista

sem usar a vista

    (são muitas!)

O caminho que pode ser expressado não é o Caminho constante

O nome que pode ser enunciado não é o Nome constante

Sem-Nome é o princípio do céu e da terra

Com-Nome é a mãe das dez mil coisas

Assim,

A constate não-aspiração é contemplar as Maravilhas

E a constante aspiração é contemplar o Orifício

Ambos são distintos em seus nomes mas têm as mesma origem

O comum entre os dois se chama Mistério

O Mistério dos Mistérios é o portal para todas as Maravilhas

 

.

 

Não-aspiração: significa a ausência de intenção.

Maravilha MIAO: significa as manifestações do Caminho.

Aspiração: significa a manutenção da vontade.

CHIAO: tem 2 sentidos: 1-Luz, Claridade ou Cor Branca; 2- Orifício, Cova ou Abertura.

SHUEN tem 2 sentidos: 1- Mistério; 2- Cor Negra. SHUEN é a convergência e a anulação dos opostos.

bússola

Mooji                             

As viagens são uma metáfora, uma réplica terrena da única viagem que importa de verdade: a viagem interior. O viajante caminha, além do último horizonte, até uma meta que está presente no mais íntimo de seu ser, mesmo que esteja oculta à sua visão. Trata-se de descobrir esta meta, que equivale a descobrir-se a si mesmo.


JAVIER MORO, via José Eduardo Agualusa,

em “Um estranho em Goa”

junho 2019
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