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esta foto foi presente da Luanda

tirada em Alter do Chão

passou por um processo de transmutação

em tom de magia e festa

e riu-se

e coloriu-se

 

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agora temos tempo para mexer nas imagens, nas memórias, nas emoções, na vida, no caminho.

criança e canoa

na onda amazônica

parece que voa

Transcrição (literal, fiel mesmo) de duas questões de um trabalho de história encontrado numa folha de caderno que passou nosso caminho.

Muitas palavras chave, num jogo de idéias. Umas mais estruturadas outras mais “moles”, digamos assim. Vejam por si.

4 – Faça a leitura da parte “O futuro da Amazônia é o nosso futuro” e escreva o que você entendeu?

R – Que a Amazônia é a parte de água do mundo que se nós distroi-la, vai ter consequências nevastas para o país e o mundo, fazendo com que a água fique desbalanciada.

E esta, talvez de outra fonte: 

2 – Que modelo de desenvolvimento é mais apropriado para a Amazônia?

R – Um modelo de desenvolvimento sustentável, que tenha uma economia diversificada, assim como é diversificada a nossa cultura, e com uma ênfase naquilo que nos é particular, como por exemplo a exploração das nossas espécies de frutas, que são raras e que tem um fortíssimo apelo em termos de mercado: as nossas espécies de peixes e uma série de atividades que podem ser feitas a partir das especificidades da própria região.

no hostel  albergue da floresta

entre camaleões e bichos-preguiça, a maloca.

por lá toda casa tem uma maloca assim boa pra receber as visitas

dica: viajar com sua própria rede.

antes                                                                                                    depois

“faça as pazes com suas imperfeições e descubra sua beleza natural”

as criaturas estão secando…

 

trabalho de borracha da comunidade Maguari

de dentro da casa-ateliê, vê-se lá fora o vasto quintal de seringueiras

 

ateliê de trabalho com a borracha

casa com ventilação natural

comunidade Maguari na FLONA – Floresta Nacional do Tapajós

a invasão dos sapos da sorte!

e o sol caiu

na água do rio

mestre ticó cantou pra gente e pro celular na despedida

revela sua intimidade com o bicho

faz um desfile para fotos com o bicho

“o meu chapéu é o alto do céu…”

a cozinheira do hotel

disse aquilo

que já ouvi antes:

que no interior

as mulheres agora engravidam

sem amor

pra receber a grana do governo

(por cada filho).

e, ainda de barriga, 

saem procurando quem queira adotar.

o filho é abandonado antes mesmo de nascer.

um filho-bolsa-família.

diz que as mulheres não tem consciência

nenhuma

do que é botar uma pessoa no mundo.

e vão fazendo filho

um atrás do outro

que nascem na fila

da pensão.

.

diz que aqui no brasil tem que ter controle de natalidade

como na china.

não tem mais onde caber criança.

diz que nas cidades do interior as crianças são a maioria, 

sem criação

sem amor

sem lugar.

.

e vai-se acumulando seres humanos

pelas ruas…

as plantas tomam conta

 

(da série: ruínas)

 

da janela do nosso quarto-escritório

a cidade sofre de abandono

as casas, as pessoas, as ruas, as águas

o tempo cria uma beleza bruta

 

de onde a vida vem?

o que mantém          

de pé          

é o além          

ontem dona Deni – da casa das minas – disse assim, que hoje os jovens não tem mais o valor das coisas. que deus ensina tudo direitinho e o homem não repara, não aprende. que ninguém sabe mais conversar com deus. que o homem destrói a natureza que deus criou. que a natureza é o ensinamento de deus. que a mandioca que dá no quintal alimenta e dá dinheiro. que antigamente ninguém passava fome porque todo mundo tinha seu quintal. com mandioca. no quintal tem o remédio, a comida, o dinheiro. que o povo hoje não tem governo. quem tá no governo não tem conhecimento de governar. que o valor das coisas se perdeu.

ela disse isso – assim traduzido – nessa conversa.

               o valor do quintal – o valor de deus.

ela olhava séria.

    que o mundo desandou.

    e dasatou a falar.

    e deus olhava do quintal.

    o deus-quintal.

a justiça separa o que presta do que não presta

dentro do ser

e bota na balança

e pesa

ela me pegou de jeito

repentinamente

cuidadosamente

e faz seu serviço.

tem juçara para levar, juçara para tomar, polpa de juçara…

vem da palmeira.

é especial.

um passeio pelo centro histórico

depois de 5 dias de viagem desde brasília, chegamos em são luís.

com a distância sentida nos olhos, no vento, nos ossos,

o contentamento de chegar fica mais forte

e a paz…

nossa recepção calorosa

encontro do acaso

com o tambor

comidas típicas de Imperatriz – MA:

tacacá,

vatapá,

acarajé,

crepe suíço.

.tipiski fronteira town.

(ver mapa)

falar de mim é fácil

difícil é ser eu.

uruaçu

uruguai

urucum

urucubaca

urubu

quem dá mais?

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